Friday, May 11, 2007

Lemonheads (Leadmill, Sheffield, 10/05/2007)


Foi um showzão! Evan Dando e sua (pequena) trupe não decepcionaram um Leadmill lotado (como eu nunca tinha visto antes). O show foi direto, sem floreios, como era de se esperar dos Lemonheads. Apenas uma hora e vinte minutos. Apesar de razoavelmente curto, não foi nada frustrante (sobretudo considerando-se que Lemonheads é uma banda cujas músicas normalmente não ultrapassam 3 minutos). Show de punk-rock é assim mesmo. Dando praticamente só trocou meia dúzia de palavras com o público. Assim que entrou no palco disse: "Ouvi dizer que aqui em Sheffield há muitos roqueiros!" E foi só. Depois o que se viu e ouviu foi uma seqüência sem intervalos de barulho e melodias pop, com Dando desfilando os já clássicos hits do mundinho cult. Mesmo quando Dando sentou em um banquinho (sem trocadilhos infames, por favor!) e tocou violão sozinho, fez barulho. Como puro reflexo de sua música simples, direta, de não mais do que 5 acordes, os Lemonheads nem mesmo disseram "bye" ao Leadmill. Mas show de punk-rock é assim mesmo.

Ontem lembrei muito dos Ramones. Em primeiro lugar, o ritmo frenético do show (ditado pela marcação "1, 2, 3, 4!") foi puro Ramones. Em segundo lugar porque acho que Lemonheads é, de todas as bandas que já escutei, a que melhor capta o espírito dos Ramones. Até a voz de Dando lembra em vários momentos a inigualável voz de Joey Ramone. É verdade que os Lemonheads são mais pop que os Ramones. Mas eu acho que, se os Ramones tivessem assimilado new wave, pós-punk, indie rock, etc., eles seriam algo como Lemonheads.

De quebra, ainda vi (e conheci) a excelente Icarus Line, banda de Los Angeles, Califórnia, que abriu para o Lemonheads. Banda meio punk, meio hardcore, meio rock n' roll. Vale muito a pena conferir o som dos caras. E o show foi sensacional. 30 minutos de pura adrenalina!

Monday, May 07, 2007

Fresh Fruit for Rotting Vegetables


Hoje andei ouvindo, depois de muito tempo, aquele que foi o disco que mudou a minha vida: "Fresh Fruit for Rotting Vegetables", dos Dead Kennedys. Eu devia ter uns 13 anos quandou o escutei pela primeira vez. Minha vida nunca mais foi a mesma. Naquela época meu interesse por rock ainda era incipiente e um tanto confuso. Mas com "Fresh Fruit for Rotting Vegetables" entendi finalmente o que era rock.

A minha bolacha era branca (mas havia de outras cores). Eu sabia de cabeça cada nota do disco. Ouvindo-o novamente hoje em dia, não consigo deixar de achar maravilhoso, ainda aprender alguma coisa e me emocionar. "Fresh Fruit for Rotting Vegetables" é sinônimo de perfeição. Um clássico!

Sunday, May 06, 2007

Testament rules!


Estava checando as postagens deste blog e, após breve consulta, me perguntei: "como pode um blog do qual faço parte não ter nenhum comentário meu sobre Testament?" Testament é uma de minhas bandas preferidas de metal. Sempre foi.

Então, este post é uma simples homenagem a duas das melhores músicas de metal de toda a história: D.N.R. (do excepcional "The Gathering") e "Alone in the Dark" (do "The Legacy", primeiro álbum da banda - na verdade, disco, pois naquela época só existia vinil. E eu tinha o maior orgulho de ter aquela bolacha!).

Cá entre nós, existe formação de uma banda de metal melhor do que esta?

Chuck Billy: Vocals
Eric Peterson: Rhythm/Lead Guitar
James Murphy: Lead Guitar
Steve DiGiorgio: Bass
Dave Lombardo: Drums

Ao som de D.N.R. (Do not Resuscitate), com aquela formação!

Wednesday, May 02, 2007

Arcade Fire


Não que eu não conhecesse Arcade Fire. Mas, confesso, não conhecia muito bem. Uma musiquinha aqui, outra acolá. Achava tudo o que tinha ouvido legal, mas sem dar muita atenção. Resolvi, então, escutar seriamente Arcade Fire. Gostei. A banda é, de fato, bacana. Ouvi apenas o álbum "Funeral" que, parece, é o mais badalado. As letras são boas. A banda é densa, embora não tão sofisticada. As músicas, na verdade, são simples. Como se costuma dizer, "Funeral" é um álbum de canções. O que torna a banda densa são os arranjos e os vocais, ambos excelentes. Músicas como "Neighborhood 1", "Neighborhood 2", "Une Anée sans Lumiere", "Wake Up", "Haiti", "Rebellion", "In the Backseat" são de extremo bom gosto.

Mas devo admitir uma coisa. Não achei sensacional, ao contrário do que costumo ouvir as pessoas dizendo. A banda é, sem dúvida, competente, muito bacana. Mas acho que falta um pouquinho de "punch" e criatividade aos caras. Não (ou)vi nada muito diferente de muita coisa que já (ou)vi mundo afora. Além disso, tem um ar meio oitentista nas entrelinhas que me incomoda um pouco, porque é uma onda específica dos 80 que não me agrada muito (que é aquela coisa punk meio pasteurizada, um folk meio "qualquer coisa", um tecladinho industrial desnecessário). Também acho que o som dos instrumentos lembra demais os 80 (e isso nem sempre é bom). Para dar uma idéia, Arcade Fire lembra um bocado algumas coisas de Joy Division, David Bowie (da fase oitentista), Pixies e por aí vai. Já sacaram a onda da banda?

Clinic


Seguindo a onda de posts sobre minhas recentes descobertas musicais (cujas bandas e artistas quase sempre não têm nada de recentes), aqui vai mais uma: Clinic. Quatro garotos de Liverpool (não, eles não tem nada a ver com AQUELES outros 4 garotos também de Liverpool) que fazem um sonzinho surpreendente. Ouvi apenas o álbum "Internal Wrangler". Um petardo de míseros 31 minutos. Esses caras provavelmente são (como eu) da época dos vinis, quando as bandas davam seus recados mais diretamente.

De tudo o que já ouvi da nova geração rock, Clinic é uma das bandas que melhor assimilam a influência punk e hardore dos 70. Não tornam o punk aquela coisa pasteurizada horrenda (tão comum hoje em dia) ou um mero adereço insignificante à música. Clinic soa, em vários momentos, algo como Dead Kennedys. O vocalista, volta e meia, lembra um Toy Dolls. Além disso, a influência da guitarra característica da surf music, de gente como Dick Dale, é notória. Mas, na esteira do rock alternativo, Clinic não poderia deixar de soar também pop. É uma interessante mistura, com muitas guitarras, uma boa dose de ruídos e sons pouco convencionais.

O ponto negativo fica para o nome da banda e a ridícula postura dos integrantes de se apresentarem em público ou totalmente vestidos como médicos ou, ao menos, com uma máscarazinha (à la Michael Jackson). Essa falta de criatividade (e noção de ridículo) não se reflete na música do Clinic (sic!). Vale a pena conferir.

Tuesday, May 01, 2007

Sparklehorse


Sparklehorse é a mais nova bandinha que entra em minha vitrola digital. Com um certo atraso, devo dizer. Quase 10 anos depois de seu lançamento, tive meu primeiro contato com o álbum "Good Morning Spider" (de 1999). Grande álbum. Mas doido. Há músicas para vários humores. São nada mais, nada menos, do que 17 canções. Mesmo assim, tenho alguma dificuldade para assimilar que são todas da mesma banda. Em "Good Morning Spider" você encontra quase todas as variações concebíveis do pop ao rock.

Muito boa banda. Vou procurar outros trabalhos dos caras.

Monday, April 30, 2007

At War with the Mystics


Sei que isso aqui anda meio parado... Com a ajuda dos céus, melhores dias virão...

Mas vamos ao que interessa: "At War with the Mystics", último trabalho do Flaming Lips, lançado em 2006. Já estava há algum tempo para escrever sobre esse álbum porque ele é simplesmente sensacional!

Flaming Lips é uma banda que, devo confessar, não me chamou muito a atenção quando a ouvi pela primeira vez pelos idos dos 90. Não lembro por quê. Talvez tenha sido meu humor incompatível naquela época. Mas, de uns tempos para cá, meu humor parece ter mudado porque virei aficcionado pelo Flaming Lips. Para mim, é uma das melhores bandas de rock alternativo da atualidade. As composições são de bom gosto, criativas, com a dosagem certa de pop, psicodelismo e experimentalismo, letras interessantes, bons músicos, bom vocalista (o que é raro nas bandas alternativas, diga-se de passagem). Enfim, uma banda muito competente e densa (nem sempre fácil de se ouvir)!

"At War with the Mystics" é um dos melhores trabalhos do Flaming Lips. Podem botar na vitrola para tocar! É garantia de escutar rock de extrema qualidade! Músicas tão díspares, mas tão particularmente sensacionais quanto "The Yeah Yeah Yeah Song" , "Free Radicals", "The Sound of Failure" , "The Wizard Turns On...the Giant Silver Flashlight and Puts on his Werewolf Moccasins" , "Mr. Ambulance Driver", "The W.A.N.D." e "Going'On" fazem de "At War..." um trabalho ímpar.

Em "At War with the Mystics" você encontra:
- Robustas baladas
- Baladas barulhentas (é possível isso?)
- Rockzinhos meio pós-punk com pitadas dos 60
- Pop-rock à la Prince, David Bowie e afins
- Uma instrumental jazzy-planta, bem "viajandão", no melhor estilo dos 70
- um arena rock clássico com synths, ruídos, zumbidos e um toque psicodélico
- Músicas singelas
- Músicas simplesmente sensacionais

O álbum está em pé de igualdade com os clássicos do Flaming Lips "In a Priest Driven Ambulance" e "Transmissions from the Satellite Heart".

Embora seja um pouco tarde para dizer isso, mas "At War with the Mystics" é sem dúvida um dos melhores álbuns de rock de 2006.

Tuesday, March 06, 2007

Jake E. Lee


Encontrei, por acaso, essa foto na internet. Achei tão bacana que resolvi colocá-la aqui no blog. A foto é do grande Jake E. Lee (que merece todo o meu respeito) ainda no tempo em que tocava com o Ozzy.

Acordezinho fácil esse, não? Vou tentar reproduzi-lo e depois conto a vocês se soa bem.

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